Somos cuidadosos.
Desde que decidimos entrar neste mundo, tivemos o cuidado de ir dando passos pequenos. De ir testando o comprimento das nossas pernas.
Primeiro, a ida a um clube liberal na holanda. Fodemos os dois, rodeados de outros que também fodiam. A tesão que sentimos rendeu uma noite interminável de variações fodísticas. Saímos de lá às quatro da manhã, com uma funcionária a chamar-nos depois de nos termos vindo pela milionésima vez. Fomos chutados porta fora. Estes estrangeiros do sul são uns tarados, só pensam em porcarias.
Depois, a ida ao prostituto. Foi ali que tive a certeza do que suspeitava: adoro ver o meu homem a ser comido por outro. Terreno seguro, podemos continuar.
E continuámos. Passo seguinte: casal exclusivamente bi. Não há drama, só há mesmo tesão e prazer. E muita diversão.
Depois desta, próximo teste. Uma mulher com ele, um homem comigo. Antes de avançarmos para um casal, escolhemos ir fazer uma massagem tântrica. Massagista masculino para mim, massagista feminina para ele. Não sei do que gostámos mais: do prazer da massagem que fez vir cada um de nós, se de ver o prazer na cara do outro a ver-nos a ser tocados.
Jusqu'ici tout va bien.
Vamos fazer mais difícil ainda? Massagem só para mim, com o meu homem a ver. Já que cheguei aqui, vamos mais longe. Abocanhei o caralho do massagista. Na verdade, não o fiz por mim, mas pelo meu homem. Sei o quanto ele se excita a imaginar-me com outro. Ele foi generoso, e como sabe que eu gosto, avançou e partilhámos aquele pau enquanto o pobre trabalhador me masturbava.
Podemos dar um passo mais à frente. Próxima paragem: ele toca noutras mulheres, eu toco noutros homens.