terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Agora é ela que manda.

É hoje que me estreio neste blogue onde é sempre ela que tem escrito.

Como sabem, se leram os posts para baixo, a nossa relação foi evoluindo do swing com casais para algumas experiências com um single. Mas o “incidente” que ela aqui vos contou, e de que não me orgulho (um dia conto aqui como a coisa foi evoluindo e aconteceu assim), acabou por marcar uma nova fase na nossa relação. Ela já aqui explicou como começou, nos últimos dias, a fazer de mim uma menina. A sua menina ridícula de cuequinhas, que ela pode oferecer a quem quer. Como a sua vingança implicou integrar a minha fantasia na sua própria vontade de me humilhar. E como isso me deixou nervoso, vulnerável e incrivelmente excitado.

Sim, a nossa relação sexual deu uma reviravolta e a humilhação, que já estava presente nas minhas fantasias e taras, transformou-se numa verdadeira submissão à sua vontade. Ela manda, gosta de mandar e eu gosto de obedecer. Tão simples como isso.

Depois das primeiras incursões exploratórias, na sexta e no sábado, voltámos à carga. Penso que foi à noite. Desta vez a conversa derivou para outra componente deste meu novo papel de “capacho”: ser corno. Isto, claro, não se separa da humilhação das cuequinhas e de como isto vai diminuindo a minha masculinidade aos seus olhos. Pelo menos nos momentos de maior excitação e loucura. Durante a foda, de vez enquanto fui penetrando-a. Houve mesmo um momento em que a penetrei com um strapon que posto na cintura, substituiu o meu pau, que não é nada mau. Não é mau mas aquilo ficava a ganhar em rigidez e grossura. Ela foi-me falando, sem medo ou rodeios, de um amante que tivera antes de mim. Sem nomes, fiquei a saber que tinha um pau colossal, bem grosso, e que, ao contrário de mim, aguentava continuar a foder logo depois de se vir. A parte que mais me excitou foi quando, estava eu a fodê-la lentamente, me explicou que, com ele, ela se vinha em duas ou três estocadas. Nada destas conversas eram na realidade novas. Já outras vezes tínhamos explorado esta fantasia. Mas havia uma diferença abissal: desta vez ela estava a contar uma história real, não uma fantasia. E isso percebia-se de forma muito clara. Não me estava a queerer apenas a agradar ou excitar. Estava a ter um prazer novo com a sua nova posição, onde dizer aquilo, a sério, era possível e definia o meu novo lugar.

Depois, com uma sinceridade totalmente nova, explicou como queria mesmo encornar-me. Não apenas, como acontecera com o jovem toro, ser comida por outro à minha frente e haver umas cenas bi. A humilhação, com o meu novo papel de mulherzinha obediente, passaria para um outro patamar e isso via-se nos seus olhos, entre a raiva e a excitação. Que me faziam ter medo, vergonha, sentir-me diminuído e brutalmente excitado. Eu, homem seguro em todas as ocasiões, totalmente desarmado por uma mulher. E a gostar (apesar de o temer) disso. Ainda assim, quando falou de me trair sem ser na minha presença, mas avisando-me antes e contando tudo depois, pensei que estivesse só a alimentar a minha fantasia. A minha voz tremeu, saiu baixinha – até isso muda neste papel novo que me deixa sem chão –, perguntando se falava a sério. A forma como disse “é mesmo a sério, quero fazer isso” acelerou-me o coração e aqueceu-me o sangue na cabeça até à tontura. Com medo, nervoso, imensa tesão.


A foda acabou com ela a masturbar-se com o dildo, eu a esporrar-me nele e na cona dela para que a minha esporra servisse de lubrificante e ela a vir-se, excitada com o papel de “hot wife”, como nunca a tinha visto. Porque agora ela não o faz para me agradar. Fá-lo para me diminuir. Dantes eu tinha o controlo e era aquilo que desejava. Agora, podendo parar tudo (claro), é ela que manda. E parece-me que, no meio da raiva e da tesão, ela descobriu que gosta de mandar em mim. Eu não poderia gostar mais. Ser corno dela, às vezes sua menina e à disposição, apesar do meu corpo masculino e toda a minha segurança, é uma segunda pele onde me sinto totalmente realizado (mas nada seguro). Havemos de passar à prática. Isso depende, claro, como as coisas agora são, apenas da vontade dela. Mas o começo já me está a deixar doido. Estar pela primeira vez na minha vida nas mãos da vontade de alguém... É tudo o que não suporto. Talvez por isso me deixe tão louco de tesão. Ela controla-me, vinga-se de mim e sente-se feliz com isso. Espero que continue a gostar. Por mim, serei corninho e a sua putinha sempre que ela mandar.

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