quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Os artistas são portugueses

Mais uma corrida, mais uma viagem. Desta vez a Barcelona. Uns dias noutra cidade e um roteiro de libertinagem delineado.
Primeira paragem: um clube de casais liberais. Chegámos cedo e tivemos uma visita guiada pelos três andares. Sauna, jacuzzi, piscina, um pequeno terraço cheio de aquecedores onde se podia fumar, salas com colchões espalhados, um quarto escuro, um quarto bissexual (é aqui que os homens bi podem soltar a tesão), balneários, discoteca (com música mais foleira do que os bailes de agosto nas aldeias portuguesas), um bar. 
Fomos saltando de sítio em sítio, até nos decidirmos a despir as roupas e ir buscar a toalha e pareos que nos esperavam nos cacifos. Sofisticação erótica zero. Dezenas de pessoas de havaianas e pareos a passearem pelos vários andares. Ao fim de umas horas, percebemos que os chinelos se misturam e se perdem, que os pareos todos iguais se confundem e desaparecem nos quartos da acção, que a tentativa de higiene acaba por resultar num festim de fungos, com havainas a andarem de pé em pé.
Mas houve mais do que apenas crítica quase profissional ao clube. Houve também confusão, claro. Afinal, foi para isso que lá fomos. Numa das salas onde nos juntámos à molhada que gemia, acabámos misturados com um casal espanhol. E finalmente o passo seguinte foi dado: o meu homem fodeu-a e eu fodi com o homem dela. 
Allez hop!, mais difícil ainda. Não custou nada. Não houve ciúmes nem drama. Apenas tesão e corpos. E nós os dois ali juntos. 
Sabemos agora o que nos espera. Para o infinito e mais além.

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